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Novos mercados para exportação: como as PMEs brasileiras podem diversificar seus negócios

  • Foto do escritor: Pedro Figueiredo
    Pedro Figueiredo
  • há 5 horas
  • 5 min de leitura

exportação para PMEs

Mudanças tarifárias, alterações cambiais, custos logísticos, crises internacionais e mudanças nas regras de importação podem afetar rapidamente a competitividade de um produto em determinado país.


Por isso, para uma pequena ou média empresa brasileira que já exporta ou pretende começar a exportar, uma estratégia ganha cada vez mais importância:


diversificar os mercados internacionais.


Não significa abandonar os clientes atuais ou deixar de exportar para os Estados Unidos.

Significa construir alternativas.


Exportar para um país ou construir uma estratégia internacional?

Imagine uma pequena empresa brasileira que fabrica um determinado produto e atualmente tem os Estados Unidos como seu principal mercado internacional.


Se uma nova tarifa reduzir a competitividade desse produto naquele país, a empresa terá algumas alternativas.


  1. Continuar nos Estados Unidos: Se o produto continuar competitivo, pode ser possível adaptar a estratégia comercial, logística ou de preços para preservar o mercado.

  2. Diversificar os mercados: A empresa pode procurar outros países que já importam aquele mesmo produto.

  3. Fazer as duas coisas: Essa talvez seja a estratégia mais interessante: manter o mercado americano, mas reduzir a dependência dele.


Essa lógica vale não apenas para grandes exportadores.


Ela pode ser especialmente importante para pequenas e médias empresas, que muitas vezes possuem uma concentração maior de clientes e mercados.


Diversificação não significa simplesmente escolher outro país

Encontrar um país que compra determinado produto não significa que a exportação será automaticamente viável.


Antes de entrar em um novo mercado, a PME precisa analisar um conjunto de fatores. Entre eles:

  • demanda: existe mercado para o produto?

  • concorrência: quem já fornece para aquele país?

  • preço: o produto brasileiro consegue competir?

  • tarifas: quais impostos e medidas de importação são aplicados?

  • acordos comerciais: existem vantagens tarifárias?

  • exigências técnicas: o produto precisa de adaptações ou certificações?

  • regulamentação: existem licenças ou autorizações específicas?

  • logística: qual será o custo e o prazo de transporte?

  • câmbio: a operação permanece rentável com as oscilações cambiais?

  • custos tributários: qual será o impacto sobre a operação?

  • capacidade de atendimento: a empresa consegue atender a demanda daquele mercado?


É justamente nesse ponto que inteligência comercial e planejamento de comércio exterior precisam caminhar juntos.


A Ásia e a Europa já mostram o potencial da diversificação

Os dados de 2025 mostram que essa diversificação já está acontecendo entre os Pequenos Negócios brasileiros.


A Ásia recebeu 19,4% das exportações dos Pequenos Negócios, enquanto a Europa respondeu por 18,6%.


A América do Sul, por sua vez, representou 25,3% das exportações. Esses números mostram algo importante:


o mercado internacional para as PMEs brasileiras é muito maior do que um único destino.


E cada uma dessas regiões apresenta características próprias.


A América do Sul pode oferecer vantagens relacionadas à proximidade geográfica e logística.


A Europa reúne mercados maduros e consumidores com alto poder de compra.


A Ásia concentra algumas das maiores economias e mercados consumidores do mundo.

Portanto, a pergunta não deveria ser simplesmente:

"Qual é o maior mercado?"

Mas:

"Qual mercado faz mais sentido para o meu produto e para a estrutura da minha empresa?"

Internacionalizar não significa começar do outro lado do mundo

Para uma PME que está começando no comércio exterior, existe uma tendência de pensar que internacionalização significa imediatamente vender para Estados Unidos, Europa ou Ásia.


Não necessariamente.


Um mercado geograficamente próximo pode ser uma excelente porta de entrada. A menor distância pode significar:

  • menor custo logístico;

  • menor tempo de transporte;

  • maior facilidade para pequenas operações;

  • possibilidade de visitas comerciais;

  • maior facilidade para conhecer clientes;

  • e menor complexidade em determinadas operações.


Depois de adquirir experiência, a empresa pode avançar para mercados mais distantes e complexos.


O melhor mercado não é necessariamente o maior. É aquele em que a empresa consegue ser competitiva.


Como encontrar novos mercados para o seu produto?

Uma estratégia de diversificação pode começar com uma pergunta simples:


Quem já compra meu produto no mundo?


Ferramentas de inteligência comercial permitem identificar os países que importam determinado produto e analisar informações que ajudam a orientar a tomada de decisão.


A nova ferramenta da ApexBrasil, o Painel de Medidas Tarifárias dos EUA, pode ser particularmente interessante nesse contexto. A ferramenta permite pesquisar produtos brasileiros por código SH6 ou descrição do produto, verificar informações relacionadas às medidas tarifárias norte-americanas e, principalmente, consultar outros mercados importadores daquele produto.


Isso abre uma possibilidade interessante.


Em vez de utilizar a ferramenta somente para responder: "Qual é o impacto da tarifa americana sobre meu produto?"


A empresa pode fazer uma segunda pergunta: "Quais outros países já compram esse produto?"


Essa mudança de perspectiva transforma uma ferramenta de análise tarifária em um possível ponto de partida para uma estratégia de inteligência comercial e diversificação internacional.


5 passos para uma PME começar a diversificar


  1. Conheça seu produto: Tenha clareza sobre a NCM e o código SH6, características técnicas, aplicação e diferenciais competitivos.

  2. Identifique os mercados compradores: fescubra quais países já importam produtos semelhantes e qual é o tamanho dessas operações.

  3. Analise a concorrência: Quem são os principais fornecedores desses mercados?

    O Brasil possui alguma vantagem competitiva?

  4. Calcule a viabilidade: Compare preços, tarifas, logística, câmbio, impostos, certificações e demais custos envolvidos.

  5. Estruture a operação: Depois de identificar um mercado com potencial, é necessário transformar a oportunidade comercial em uma operação de exportação.


É aqui que entram documentação, classificação fiscal, logística, transporte internacional, câmbio, desembaraço e exigências do país de destino.


O papel de uma empresa especializada em comércio exterior

Para uma PME, descobrir um novo mercado pode ser relativamente simples.


Transformar essa descoberta em uma exportação rentável é outra história.


Uma operação internacional envolve diversas etapas que precisam estar conectadas. A empresa precisa avaliar o produto, estruturar a documentação, definir a logística, contratar o transporte internacional, cuidar dos procedimentos aduaneiros e observar as exigências do mercado de destino.


Além disso, uma decisão aparentemente simples — como escolher uma determinada modalidade de transporte ou rota — pode alterar significativamente o custo final da operação.


Por isso, contar com uma empresa especializada pode ajudar a reduzir riscos, evitar erros e tornar o processo mais previsível.


O mercado mudou. A estratégia também pode mudar.

As mudanças nas tarifas dos Estados Unidos representam um novo desafio para parte das empresas brasileiras.


Mas mudanças no comércio internacional também podem acelerar movimentos que já estavam acontecendo.


As PMEs brasileiras estão presentes em diferentes regiões do mundo, com destaque para América do Sul, América do Norte, Ásia e Europa.


Isso significa que existe espaço para uma estratégia mais diversificada.

Em vez de pensar apenas:

"Como escapar das tarifas?"

talvez seja mais estratégico perguntar:

"Como tornar minha empresa menos dependente de um único mercado?"

Essa mudança de perspectiva pode ser o primeiro passo para uma estratégia internacional mais sólida.


Seu próximo mercado pode estar onde você ainda não procurou.

A inteligência comercial ajuda a descobrir onde existe demanda.


O planejamento de comércio exterior ajuda a descobrir se essa demanda pode ser transformada em negócio.


E a experiência operacional ajuda a transformar o negócio em uma exportação realizada com segurança.


A FB Trading pode ajudar sua empresa a encontrar novos caminhos no comércio exterior.

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