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Tarifas dos EUA: como as PMEs brasileiras podem diversificar seus mercados (Parte #1)

  • Foto do escritor: Pedro Figueiredo
    Pedro Figueiredo
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 3 horas

As mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos trouxeram uma nova variável para empresas brasileiras que exportam para o mercado norte-americano.

Para algumas empresas, o impacto pode ser significativo. Para outras, menor. E, em determinados casos, o produto pode nem estar entre aqueles afetados pelas medidas acompanhadas.


Por isso, diante desse cenário, existe uma pergunta mais importante do que simplesmente:


“As tarifas dos EUA vão prejudicar minha exportação?”


A pergunta estratégica é:

“Se o mercado americano ficar mais difícil, quais outros mercados podem comprar meu produto?”

Para as pequenas e médias empresas brasileiras, essa mudança de perspectiva pode representar uma oportunidade de diversificação internacional.


E agora existe uma nova ferramenta que pode ajudar nessa análise.


O comércio exterior brasileiro está se tornando mais diversificado

Os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), apresentados no estudo sobre Pequenos Negócios no comércio exterior, mostram uma evolução importante.


Em 2025, os Pequenos Negócios representaram 39,7% das empresas exportadoras brasileiras, contra 30,1% em 2015. Foram 11.822 Pequenos Negócios exportadores no ano, dentro de um universo de 29.818 empresas exportadoras.


Mais interessante ainda é observar para onde essas empresas estão exportando.


Em 2025, as exportações dos Pequenos Negócios foram distribuídas da seguinte forma:

  • 🌎 América do Sul: US$ 677,9 milhões — 25,3%

  • 🇺🇸 América do Norte: US$ 529,2 milhões — 19,7%

  • 🌏 Ásia: US$ 519,8 milhões — 19,4%

  • 🇪🇺 Europa: US$ 497,6 milhões — 18,6%


Ou seja: o mercado americano é importante, mas está longe de ser a única alternativa para uma PME brasileira.


Os EUA continuam importantes — mas a dependência pode ser um risco

Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações dos Pequenos Negócios brasileiros.


Entretanto, sua participação caiu de 20,1% em 2024 para 16,7% em 2025, enquanto a China atingiu participação recorde de 9,43%. A União Europeia manteve a terceira posição, com 13,6% das exportações dos Pequenos Negócios.


Isso mostra uma tendência que merece atenção:

as empresas brasileiras estão ampliando sua presença internacional.


E, em um cenário de mudanças tarifárias, essa diversificação pode se tornar ainda mais estratégica.


Mas como saber para onde exportar?

É justamente aqui que entra uma novidade importante.


A ApexBrasil lançou o Painel de Medidas Tarifárias dos EUA, uma ferramenta interativa desenvolvida para apoiar empresas brasileiras na consulta às medidas tarifárias norte-americanas.


A pesquisa pode ser feita pelo código SH6 ou pela descrição do produto.


O painel permite:

  • identificar produtos brasileiros exportados para os EUA;

  • consultar sua relevância comercial recente;

  • verificar, de forma indicativa, como o produto aparece nas listas de medidas tarifárias acompanhadas;

  • e, principalmente, consultar outros mercados importadores daquele produto.


Esse último ponto é especialmente interessante para as PMEs. Porque a ferramenta não precisa ser utilizada apenas para responder:


“Qual é a tarifa para o meu produto nos EUA?”


Ela também pode ajudar a responder:


“Quem mais compra meu produto no mundo?”



O papel da FB Trading

Para uma PME, identificar uma oportunidade internacional é apenas o começo.

A operação envolve classificação fiscal, documentação, logística, contratação de transporte internacional, câmbio, desembaraço aduaneiro e cumprimento das exigências do país de destino.


É justamente nessa etapa que a experiência de uma empresa especializada em comércio exterior pode fazer diferença.


A FB Trading atua na estruturação e execução de operações de importação e exportação, oferecendo suporte em logística, documentação, câmbio e demais etapas necessárias para levar produtos brasileiros ao mercado internacional.


Mais do que simplesmente exportar para um determinado país, o objetivo deve ser construir uma estratégia internacional mais diversificada, sustentável e adequada à realidade de cada empresa.

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