Exportação de Cavalos Vivos para a Europa: Guia para Criadores Brasileiros
- Pedro Figueiredo

- há 4 horas
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Oportunidades, requisitos e transporte internacional de cavalos do Brasil para a União Europeia
A possibilidade de exportação de cavalos vivos do Brasil para a União Europeia abriu uma nova frente de oportunidades para criadores, proprietários e haras brasileiros.
A abertura anunciada em 2024 marcou uma mudança importante para a equideocultura nacional. Depois de anos de restrições sanitárias, o Brasil voltou a ter acesso ao mercado europeu para determinadas categorias de equinos, dentro das condições sanitárias estabelecidas pelas autoridades brasileiras e europeias.
Para quem deseja exportar cavalos para a Europa, entretanto, a abertura do mercado é apenas o primeiro passo.
A operação envolve requisitos sanitários, documentação, identificação dos animais, preparação pré-embarque, logística terrestre, transporte aéreo, inspeção na entrada da União Europeia e, dependendo da operação, procedimentos adicionais no país de destino.
Por isso, o planejamento do transporte internacional de cavalos é fundamental para garantir segurança, conformidade e bem-estar animal durante toda a operação.
Neste guia, a FB Trading explica as principais oportunidades e os principais pontos que um criador brasileiro precisa considerar antes de exportar um cavalo para a Europa.
É possível exportar cavalos vivos do Brasil para a Europa?
Sim, mas a exportação depende do cumprimento dos requisitos sanitários e das condições de acesso estabelecidas pela União Europeia para equinos provenientes de países terceiros.
A União Europeia estabelece regras específicas para a entrada de equinos provenientes de países não pertencentes ao bloco. As condições estão relacionadas, entre outros aspectos, à situação sanitária do país ou zona de origem, à categoria do animal, aos exames e requisitos de saúde e ao certificado veterinário correspondente.
No caso brasileiro, a abertura anunciada em 2024 representou um avanço importante para a equideocultura.
Isso significa que o criador brasileiro passou a ter uma nova alternativa para internacionalizar seu plantel e alcançar compradores europeus.
Mas é importante entender uma diferença: mercado aberto não significa operação automática.
Cada exportação precisa ser analisada individualmente conforme o animal, sua finalidade, origem, destino e protocolo sanitário vigente.
Por que a Europa representa uma oportunidade para os criadores brasileiros?
A União Europeia reúne alguns dos mercados equestres mais tradicionais e sofisticados do mundo. Países como:
Portugal;
Espanha;
França;
Alemanha;
Bélgica;
Países Baixos;
Itália;
Esses países possuem forte tradição na criação, treinamento, competição e comercialização de cavalos. Para o Brasil, isso representa uma oportunidade especialmente interessante para animais de alto valor genético e esportivo. Raças como Puro Sangue Lusitano, Puro Sangue Inglês, Puro Sangue Árabe, Quarto de Milha e Brasileiro de Hipismo, entre outras, podem encontrar compradores em diferentes segmentos do mercado internacional.
A oportunidade também não está limitada à venda de cavalos para competição. Dependendo do animal e do mercado, a exportação pode atender finalidades como:
esporte;
treinamento;
lazer;
criação;
genética;
participação em competições internacionais.
Quais são os requisitos para exportar cavalos para a Europa?
Essa é uma das perguntas mais importantes para quem está planejando uma operação.
A União Europeia possui regras específicas para a entrada de equinos provenientes de países terceiros. A Comissão Europeia informa que essas condições estão estabelecidas principalmente pelo Regulamento Delegado (UE) 2020/692 e que os modelos de certificados sanitários são definidos pela regulamentação europeia correspondente. Entre os aspectos que precisam ser avaliados estão:
1. Origem e situação sanitária
A União Europeia considera a situação sanitária do país ou da zona de origem.
Entre as doenças relevantes para a avaliação estão a peste equina africana e o mormo (glanders). Dependendo da situação sanitária, podem existir requisitos adicionais de residência, quarentena, testes e vacinação.
2. Identificação do animal
A identificação e a rastreabilidade são elementos importantes para a entrada de equinos na União Europeia.
A regulamentação europeia estabelece mecanismos de identificação individual e documentação associada ao animal.
3. Certificação sanitária
O animal precisa estar acompanhado do certificado sanitário correspondente à operação.
A Comissão Europeia disponibiliza diferentes modelos de certificados para entrada de equinos, incluindo o modelo EQUI-X, destinado à entrada e trânsito de equinos.
4. Exames e procedimentos veterinários
Os requisitos sanitários podem incluir exames laboratoriais, períodos de residência, quarentena e outras medidas, de acordo com a categoria do animal e o grupo sanitário aplicável ao país ou zona de origem.
5. Inspeção na entrada da União Europeia
Os cavalos vivos provenientes de países terceiros passam por controles veterinários na entrada da União Europeia, em um Border Control Post (BCP) autorizado.
A importância do TRACES na exportação para a Europa
Outro elemento que merece atenção é o TRACES — TRAde Control and Expert System, sistema utilizado pela União Europeia para certificação e controle de movimentações e entradas de animais e produtos sujeitos às regras sanitárias.
Segundo a Comissão Europeia, o TRACES é utilizado para emissão de certificados sanitários e documentos oficiais e permite que autoridades monitorem o cumprimento das condições estabelecidas pela legislação europeia.
Para uma operação de exportação de cavalos vivos, isso reforça a importância de uma preparação documental precisa.
Um erro em documentos ou certificados pode gerar atrasos, custos adicionais e problemas no processo de entrada.
O Brasil está preparado para aproveitar esse mercado?
A abertura europeia criou uma oportunidade importante, mas ainda existe espaço para ampliar a participação brasileira.
A própria Câmara Setorial de Equideocultura do MAPA discutiu, em 2025, questões relacionadas ao acesso europeu e registrou que a autorização brasileira para a União Europeia estava vinculada a cavalos registrados, enquanto havia demanda para ampliar o acesso a outros equídeos.
Esse ponto é importante para o criador: não basta saber que a Europa está aberta. É preciso verificar se o animal e a operação estão enquadrados nas condições de acesso vigentes.
Por isso, antes de negociar uma exportação, é recomendável verificar os requisitos atualizados junto às autoridades competentes.
A oportunidade vai além de Portugal
Portugal naturalmente aparece como um dos primeiros mercados quando se fala em cavalos brasileiros, especialmente por sua relação histórica com o Puro Sangue Lusitano.
Mas uma estratégia de exportação não precisa ficar restrita a um único país.
O criador pode avaliar oportunidades também em: Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Países Baixos e outros mercados europeus, desde que o animal e a operação atendam às condições de entrada aplicáveis.
Isso permite construir uma estratégia de diversificação comercial e encontrar compradores de acordo com a finalidade e as características de cada animal.
Como a FB Trading pode ajudar na exportação de cavalos para a Europa?
A FB Trading atua no comércio exterior e é especializada em transporte internacional de cavalos, oferecendo suporte para estruturar operações de exportação de equinos.
O trabalho envolve a coordenação das diferentes etapas necessárias para que o cavalo saia do Brasil e chegue ao destino internacional com segurança e conformidade. Entre os serviços e etapas que podem ser coordenados estão:
planejamento da operação;
documentação de comércio exterior;
coordenação logística;
transporte terrestre;
transporte aéreo internacional;
preparação e exigências sanitárias;
quarentena, quando aplicável;
procedimentos aeroportuários;
desembaraço;
logística no destino.
A experiência acumulada em centenas de operações de exportação de cavalos permite à FB Trading atuar como um ponto de coordenação entre criador, veterinários, agentes de carga, autoridades e demais participantes da operação.
Exportar cavalos para a Europa é uma oportunidade — mas exige planejamento
A abertura do mercado europeu mudou as possibilidades para os criadores brasileiros. Hoje, quem deseja exportar cavalos para Europa encontra uma alternativa adicional aos mercados tradicionalmente atendidos pelo Brasil.
Mas uma venda internacional de cavalos não termina na negociação com o comprador.
É preciso transformar a oportunidade comercial em uma operação logística, sanitária e documentalmente viável.
Genética de qualidade abre portas. Planejamento de comércio exterior permite atravessá-las.
Para o criador brasileiro, o momento é de olhar para a Europa não apenas como um novo destino, mas como parte de uma estratégia de internacionalização de sua criação.




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