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Canadá está comprando mais produtos brasileiros. Sua empresa está preparada para aproveitar essa oportunidade?

Foto do escritor: Pedro Figueiredo
Pedro Figueiredo
há 10 horas
6 min de leitura

As exportações brasileiras para o Canadá atingiram US$ 5,69 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, um recorde histórico para o período. 


O crescimento de 12,1% em relação ao mesmo intervalo de 2025 reforça a importância de avaliar novos mercados para os produtos brasileiros. Para pequenas e médias empresas (PMEs), a questão é como transformar esse cenário em oportunidades comerciais concretas.


Diversificar os destinos de exportação pode reduzir a dependência de um único mercado e abrir caminhos para o crescimento. Mas aproveitar uma oportunidade internacional exige mais do que identificar um país que está comprando mais: é preciso entender a demanda, avaliar a competitividade do produto e estruturar uma operação comercial viável.


Neste artigo, você vai entender o que os números do comércio entre Brasil e Canadá revelam e quais passos sua empresa deve considerar antes de iniciar ou ampliar suas exportações.


Exportações brasileiras para o Canadá batem recorde em 2026

Segundo levantamento Quick Trade Facts (QTF), da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), as exportações brasileiras para o Canadá somaram US$ 5,69 bilhões nos nove primeiros meses de 2026. O resultado superou em US$ 614 milhões o recorde anterior, registrado no mesmo período de 2025.


No mesmo intervalo, a corrente de comércio bilateral — soma das exportações e importações dos dois países — alcançou US$ 8,41 bilhões, crescimento de 13% em relação ao ano anterior.


Os principais números do período mostram a dimensão dessa relação comercial:

  • US$ 5,69 bilhões: exportações brasileiras para o Canadá, com crescimento de 12,1%.

  • US$ 2,72 bilhões: importações brasileiras de produtos canadenses, alta de 14,9%.

  • US$ 8,41 bilhões: corrente de comércio entre os dois países, avanço de 13%.


Os dados indicam uma relação comercial em expansão. Entretanto, o resultado agregado precisa ser analisado com atenção para identificar quais setores e produtos oferecem perspectivas mais interessantes para cada empresa.


Quais produtos brasileiros estão encontrando espaço no Canadá?

O crescimento das exportações brasileiras não ocorreu de maneira uniforme. Alguns produtos tiveram desempenho expressivo, enquanto outros registraram retração.


O ouro bruto permaneceu como principal item da pauta exportadora brasileira para o Canadá, somando US$ 3,06 bilhões até setembro de 2026. O valor representou 53,8% das exportações brasileiras para o país.


Além desse produto, outros segmentos apresentaram resultados relevantes.


Carne bovina: crescimento expressivo nas vendas

As exportações brasileiras de carne bovina desossada e congelada para o Canadá alcançaram US$ 76,5 milhões no período, crescimento de 828% em relação aos nove primeiros meses de 2025.


O resultado demonstra a importância de acompanhar mudanças na demanda internacional e avaliar mercados que possam complementar os destinos tradicionais das empresas brasileiras.


É importante, porém, não interpretar esse crescimento como garantia de acesso para qualquer exportador de carne. A habilitação dos estabelecimentos, os requisitos sanitários, as condições comerciais e a concorrência precisam ser analisados individualmente.


Máquinas e equipamentos: oportunidades além das commodities

As máquinas carregadoras também tiveram desempenho positivo, com crescimento de 80% nas exportações, que chegaram a US$ 55,8 milhões.

O levantamento apontou ainda avanços nas vendas de querosene de aviação e de determinados equipamentos industriais.


Esses resultados ajudam a demonstrar que o comércio bilateral não se limita aos produtos agrícolas ou às commodities. Dependendo das características do produto, do posicionamento comercial e da demanda identificada, empresas de outros segmentos também podem investigar oportunidades no mercado canadense.


O ponto central é que cada produto exige uma análise própria. O crescimento das exportações de uma categoria não significa necessariamente que exista demanda equivalente para outros itens do mesmo setor.


O que essa oportunidade significa para as pequenas e médias empresas?

Para uma PME brasileira, avaliar o Canadá pode fazer parte de uma estratégia de diversificação de mercados. Em vez de depender exclusivamente de clientes nacionais ou de um único destino internacional, a empresa pode investigar novos compradores e ampliar suas possibilidades comerciais.


Essa avaliação deve começar com algumas perguntas:

  • Existe demanda canadense pelo meu produto?

  • Quem são os compradores e quais fornecedores já atendem esse mercado?

  • Meu preço é competitivo depois de incluir transporte, seguro, tarifas e demais custos da operação?

  • Quais exigências técnicas, sanitárias, regulatórias ou de rotulagem se aplicam ao produto?

  • Tenho capacidade produtiva, capital de giro e estrutura para atender pedidos internacionais?


Responder a essas questões ajuda a separar uma oportunidade aparente de uma possibilidade comercial efetivamente viável.


Também é importante considerar que a exportação envolve prazos de recebimento, exposição cambial, negociação contratual e responsabilidades logísticas. Esses fatores precisam entrar no planejamento desde o início, e não apenas depois que o comprador demonstra interesse.


Como preparar sua empresa para exportar para o Canadá?

Não existe uma fórmula única para começar a exportar. O caminho depende do produto, do estágio de maturidade da empresa e das exigências do mercado de destino. Ainda assim, algumas etapas são fundamentais para estruturar a decisão.


1. Avalie a demanda e a concorrência

O primeiro passo é investigar se existem compradores canadenses para o produto e compreender como ele é comercializado no país.


Essa pesquisa deve considerar importações da categoria, concorrentes, preços praticados, canais de distribuição e características dos potenciais clientes.


O objetivo não é apenas encontrar um país que importe determinado produto, mas identificar compradores com os quais a empresa brasileira possa competir de forma sustentável.


2. Verifique os requisitos para entrar no mercado

Cada categoria de produto pode estar sujeita a regras específicas. Dependendo do caso, será necessário verificar classificação fiscal, tarifas aplicáveis, documentação, normas técnicas, certificações, exigências sanitárias e regras de rotulagem.


Produtos alimentícios, por exemplo, podem estar sujeitos a requisitos de segurança e controles específicos. Máquinas e equipamentos podem demandar verificações técnicas e regulatórias próprias.


A análise deve ser feita com base no produto exato e nas condições de importação aplicáveis ao Canadá. Não é recomendável assumir que as exigências serão iguais às de outros destinos.


3. Calcule o custo completo da exportação

Um produto competitivo no Brasil pode perder atratividade quando os custos internacionais são incorporados ao preço final.


Por isso, é importante estimar despesas de preparação da mercadoria, transporte interno, documentação, desembaraço, frete internacional, seguro e demais custos pertinentes à operação.


Também é necessário definir as responsabilidades de vendedor e comprador, considerando o Incoterm negociado, as condições de pagamento e os riscos envolvidos.


Essa análise permite estabelecer um preço de exportação coerente com a margem desejada e com a realidade do mercado de destino.


4. Estruture a operação comercial e logística

Depois de validar a oportunidade, a empresa precisa definir como venderá, receberá e entregará o produto.


Isso inclui avaliar potenciais importadores e distribuidores, negociar condições comerciais, organizar documentos, coordenar os prestadores de serviço e acompanhar as etapas da operação.


Para empresas que ainda não possuem um departamento próprio de comércio exterior, essa estruturação pode representar um desafio significativo. A contratação de apoio especializado permite organizar as etapas e dar mais previsibilidade ao processo.


5. Planeje o crescimento de forma gradual

A entrada em um novo mercado deve considerar a capacidade real da empresa de atender pedidos, manter padrões de qualidade e cumprir prazos.


Sempre que possível, vale estruturar um plano de entrada com metas, critérios para seleção de compradores, projeções financeiras e indicadores de desempenho.


O objetivo é construir uma operação sustentável, com condições de evoluir conforme os resultados comerciais e a experiência adquirida.


Como uma trading pode ajudar sua empresa a aproveitar essa oportunidade?

Para pequenas e médias empresas, exportar pode exigir conhecimentos e recursos que nem sempre estão disponíveis internamente. Pesquisa de mercado, análise de custos, documentação, logística, negociação internacional e gestão de riscos precisam funcionar de forma integrada.


Uma trading com atuação consultiva pode apoiar a empresa nessas etapas, desde a avaliação inicial da oportunidade até a estruturação e coordenação da operação.


Na FB Trading, o trabalho de comércio exterior parte das necessidades específicas de cada negócio. Isso significa avaliar o produto, o mercado pretendido, as condições comerciais e os desafios operacionais antes de definir o caminho mais adequado.


O apoio pode envolver:

  • Avaliação de oportunidades: investigação inicial do mercado e das possibilidades para o produto.

  • Planejamento da operação: análise de custos, logística, requisitos e condições comerciais.

  • Coordenação do comércio exterior: apoio na organização das etapas e dos participantes envolvidos.

  • Gestão de riscos: identificação de pontos de atenção tributários, documentais, financeiros e operacionais.


A proposta é ajudar a empresa a tomar decisões mais bem fundamentadas e a estruturar sua atuação internacional de acordo com seus objetivos e sua capacidade operacional.


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Conclusão: o próximo passo é avaliar o potencial do seu produto

O recorde das exportações brasileiras para o Canadá é um sinal relevante para empresas que desejam ampliar sua presença internacional. O crescimento de 12,1% nas vendas brasileiras até setembro de 2026 e os resultados de diferentes categorias de produtos justificam acompanhar esse mercado com atenção.


Mas os números gerais são apenas o ponto de partida. A oportunidade para cada empresa depende da demanda pelo produto, da concorrência, dos requisitos de entrada, dos custos envolvidos e da capacidade de atender compradores internacionais.

 
 
 

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