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Cavalo Lusitano: oportunidades de exportação para EUA e Europa

Foto do escritor: Pedro Figueiredo
Pedro Figueiredo
18 de abr. de 2025
6 min de leitura

Atualizado: 17 de ago.

Mercado internacional, genética brasileira e os desafios do transporte internacional de cavalos


Cavalo Lusitano
O Puro Sangue Lusitano, o mais antigo cavalo de sela do mundo.

O Puro Sangue Lusitano é uma das raças mais valorizadas da equideocultura internacional e vem encontrando novas oportunidades para criadores brasileiros que desejam levar seus animais ao mercado externo.


O reconhecimento da genética brasileira, a demanda existente nos Estados Unidos e a reabertura do mercado da União Europeia para determinados equinos vivos provenientes do Brasil ampliaram as possibilidades para quem deseja exportar cavalos Lusitanos.


Mas encontrar um comprador no exterior é apenas o primeiro passo.


Para transformar uma venda internacional em uma operação segura e eficiente, é necessário conhecer as exigências sanitárias, preparar corretamente o animal, organizar a documentação e estruturar o transporte internacional de cavalos.


Neste artigo, a FB Trading apresenta as principais oportunidades para o cavalo Lusitano brasileiro nos Estados Unidos e na Europa e os desafios que o criador precisa considerar antes de iniciar uma exportação.


Em resumo

O cavalo Lusitano brasileiro apresenta oportunidades relevantes nos mercados internacionais, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. A abertura do mercado europeu para equinos vivos em 2024 ampliou as possibilidades para criadores brasileiros. No entanto, exportar cavalos exige planejamento sanitário, documentação, logística especializada e cumprimento das regras do país de destino.


Por que o cavalo Lusitano brasileiro está ganhando espaço no exterior?

O Puro Sangue Lusitano reúne características que despertam o interesse de compradores, criadores e centros equestres em diferentes mercados.


Elegância, inteligência, docilidade, capacidade de aprendizado e versatilidade fazem da raça uma opção valorizada tanto para esporte quanto para lazer e reprodução.


No Brasil, a criação do Lusitano evoluiu significativamente nas últimas décadas. Criadores investiram em seleção genética, manejo, nutrição, treinamento e bem-estar animal, contribuindo para elevar a qualidade dos animais produzidos no país.


Essa combinação cria uma oportunidade interessante: oferecer ao mercado internacional animais de alto padrão genético produzidos em um ambiente com custos de criação potencialmente competitivos em relação a importantes centros internacionais.


Para o criador brasileiro, isso significa que a internacionalização do plantel pode representar uma nova fonte de receita e uma forma de ampliar o reconhecimento de sua criação.


Exportação de cavalos Lusitanos para os Estados Unidos

Os Estados Unidos são um dos principais mercados internacionais para cavalos brasileiros e continuam sendo um destino importante para animais de diferentes raças e finalidades.


No caso do Lusitano, existe interesse entre criadores, centros de treinamento e praticantes de equitação.


A versatilidade da raça é particularmente importante nesse mercado. Um mesmo animal pode ser valorizado para diferentes atividades, incluindo:

  • adestramento;

  • salto;

  • equitação;

  • lazer;

  • reprodução;

  • manejo e trabalho com gado.


O temperamento equilibrado e a capacidade de aprendizado também contribuem para tornar o Lusitano uma alternativa interessante para diferentes perfis de cavaleiros.


Para o criador brasileiro, portanto, os Estados Unidos continuam representando uma oportunidade relevante.


Ao mesmo tempo, mudanças nas tarifas, regras de importação e condições comerciais mostram uma necessidade cada vez maior de diversificar os mercados internacionais.


Europa reabre mercado para cavalos vivos do Brasil

Em agosto de 2024, o Brasil recebeu uma importante notícia para o setor equino: a União Europeia abriu o mercado para a importação de determinados equinos vivos provenientes do Brasil, dentro das condições sanitárias estabelecidas pelas autoridades brasileiras e europeias.


A abertura ocorreu após anos de restrições relacionadas a questões sanitárias e representou uma mudança importante para a equideocultura brasileira.


A regulamentação europeia estabelece as condições sanitárias e as zonas brasileiras autorizadas para determinadas categorias de equinos. O Brasil consta na regulamentação europeia com a zona BR-1, dentro das condições estabelecidas para os animais abrangidos pela autorização.


Na prática, a abertura cria novas possibilidades para criadores brasileiros interessados em mercados como:

  • Portugal;

  • Espanha;

  • França;

  • Alemanha;

  • Bélgica;

  • Países Baixos.


Para o Puro Sangue Lusitano, Portugal e outros mercados europeus merecem atenção especial pela própria relevância histórica e esportiva da raça.


A abertura do mercado europeu também amplia as possibilidades de planejamento logístico, permitindo avaliar rotas e operações de exportação diretamente a partir do Brasil, de acordo com os protocolos sanitários aplicáveis.


Quais são as oportunidades para o Lusitano brasileiro na Europa?

A Europa reúne alguns dos principais mercados e centros equestres do mundo.

Para o criador brasileiro, isso significa que a oportunidade não está necessariamente concentrada em um único país.


Portugal pode apresentar uma afinidade natural com a raça Lusitana, enquanto mercados como Espanha, França, Alemanha, Bélgica e Países Baixos possuem forte tradição equestre e compradores especializados.


Isso permite pensar em uma estratégia diferente: em vez de procurar apenas um comprador, o criador pode desenvolver uma estratégia de internacionalização para sua criação.


A participação em competições, a presença em eventos internacionais, a atuação de agentes e representantes e a construção de relacionamentos com compradores estrangeiros podem contribuir para transformar a genética brasileira em uma marca internacional.


A vantagem competitiva da genética equina brasileira

A oportunidade internacional do Lusitano brasileiro não depende apenas da demanda externa.


Existe também uma vantagem do lado da oferta. O Brasil desenvolveu ao longo das últimas décadas programas de criação cada vez mais profissionais, com investimentos em genética, manejo, nutrição, treinamento e bem-estar animal.


O resultado é uma produção de animais capazes de competir em mercados internacionais de alto padrão. Além da qualidade genética, o custo de criação pode representar uma vantagem competitiva.


Em comparação com importantes centros internacionais de criação, o Brasil possui condições para produzir animais de alta qualidade com custos de manejo potencialmente mais competitivos.


Isso não significa que o cavalo brasileiro será automaticamente mais barato no exterior.

O custo de transporte internacional de cavalos, documentação, quarentena, exames, seguros e demais etapas da exportação precisa ser considerado.


Mas significa que existe espaço para construir uma proposta de valor competitiva:

genética de qualidade + manejo profissional + custo de produção competitivo + acesso a novos mercados.


Exportação de material genético equino: outro nicho promissor

A internacionalização da criação brasileira não precisa acontecer apenas por meio da venda de animais vivos.


A exportação de material genético equino representa outra oportunidade para criadores que desejam ampliar a presença internacional de seus animais.


Em novembro de 2024, a Lei nº 15.021/2024 estabeleceu novas bases para o controle e a fiscalização da produção, manipulação, importação, exportação e comercialização de material genético animal. A legislação abrange materiais como sêmen, embriões e ovócitos, entre outros materiais capazes de transmitir genes à progênie.


O MAPA possui regulamentação e estruturas específicas relacionadas a centros de coleta e processamento de sêmen equino e centros de coleta e processamento de embriões. Para criadores de Puro Sangue Lusitano, esse mercado pode ser especialmente interessante.


Enquanto a exportação de um animal vivo exige uma complexa operação logística, o material genético permite levar a genética de um determinado animal para outros mercados sem necessariamente transportar o cavalo.


É um segmento que merece ser acompanhado por criadores que desejam transformar genética de alto valor em uma oportunidade comercial internacional.


Quais são os principais desafios para exportar cavalos?

A oportunidade é grande, mas a exportação de equinos exige planejamento. Entre os principais desafios estão:


Exigências sanitárias

Cada país possui regras próprias para entrada de animais vivos.

Documentação

Erros ou inconsistências podem provocar atrasos, custos adicionais e problemas no desembaraço.

Logística

O transporte precisa ser planejado considerando o bem-estar do animal, tempo de viagem, conexões e instalações disponíveis.

Custos

Além do transporte internacional, devem ser considerados exames, quarentena, documentação, transporte terrestre, seguros, taxas aeroportuárias e procedimentos no destino. Saiba mais neste outro blog!

Planejamento

Uma operação internacional de cavalos não deve ser organizada de última hora.

Quanto maior o valor do animal e mais complexo o destino, maior a importância do planejamento antecipado.


Por isso, uma exportação bem planejada precisa considerar toda a cadeia logística, do criador ao destino final.


Exportar um Lusitano exige mais do que encontrar um comprador

Para o criador, encontrar um comprador internacional pode ser o início de uma grande oportunidade.


Mas transformar essa venda em uma operação realizada com segurança exige muito mais.

É necessário coordenar: Genética → documentação → requisitos sanitários → quarentena → transporte terrestre → transporte internacional → desembaraço → entrega no destino.


É justamente nessa etapa que a experiência de uma empresa especializada em comércio exterior pode fazer diferença.


FB Trading: especialista em transporte internacional de cavalos

Com mais de 15 anos de experiência em comércio exterior, a FB Trading atua na estruturação e execução de operações internacionais envolvendo cavalos vivos.

A empresa oferece suporte em diferentes etapas da operação, incluindo:

  • documentação;

  • planejamento logístico;

  • transporte terrestre;

  • transporte aéreo internacional;

  • assessoria relacionada às exigências sanitárias;

  • quarentena;

  • procedimentos aduaneiros;

  • desembaraço;

  • entrega no destino.


Já são mais de 400 cavalos exportados, com operações para mercados como Estados Unidos, Europa e América Latina.


Para quem deseja exportar cavalos Lusitanos, contar com uma empresa especializada significa ter uma operação estruturada desde o planejamento até a chegada do animal ao destino.


O futuro do Lusitano brasileiro está além das fronteiras

O mercado internacional oferece novas oportunidades para os criadores brasileiros. Os Estados Unidos continuam sendo um mercado relevante, enquanto a abertura da União Europeia amplia o número de possibilidades para a criação nacional.


Ao mesmo tempo, a evolução do mercado de material genético cria novas alternativas para internacionalizar animais de alto valor genético.


Para o criador, o desafio agora não é apenas produzir um cavalo de qualidade.


É transformar essa qualidade em uma oportunidade internacional.


E isso exige estratégia, conhecimento de mercado e uma operação de comércio exterior bem estruturada.


Quer exportar seu cavalo Lusitano?

A FB Trading pode ajudar a transformar seu projeto de internacionalização em uma operação segura e planejada.


Fale com nossa equipe e descubra como exportar seu cavalo para os melhores mercados internacionais.

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